Cianorte é a maior produtora de aves de corte do estado

 

Publicado em: 16/09/2015 00:00

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Setor cresceu 10,8% em relação à produção de 2013

No levantamento de Produção Rural Paranaense, divulgado na última semana pela Secretaria de Estado de Agricultura e do Abastecimento (SEAB), Cianorte se destacou entre os municípios do estado com a maior produção de frango de corte. A atividade representa 65% do valor bruto de produção agrícola do município, movimentando anualmente cerca de R$ 292.467.689,23.

Atrás de Cianorte, no valor bruto da produção na avicultura, estão os municípios de Toledo (R$ 284.387.059,71), Palotina (R$ 256.890.574,80) e Cafelândia (R$ 224.711.710,43), como aponta a tabela fornecida pelo SEAB regional de Cianorte. Em 2013, a cidade estava atrás na produção de Piraí do Sul e Castro, que neste ano nem figuraram entre os maiores produtores no setor.

“Nossa cidade possui muitas pequenas propriedades, que envolvem o trabalho da agricultura familiar. Nesse sentido, a prefeitura oferece diversos benefícios para os trabalhadores como orientações técnicas e auxílios em terraplanagem e melhorias nas estradas. Essas e outras medidas fazem com que o pequeno produtor permaneça no campo, investindo para o aumento da produção”, afirma o prefeito Bongiorno.

Em 2014, a Capital do Vestuário abateu e comercializou 44.260.308 aves. O valor representa um aumento de produtividade, em relação a 2013, de 10,8%. O chefe do SEAB do Núcleo Regional de Cianorte, Francisco Cascardo Neto, atribui o crescimento da produção à boa situação que o mercado enfrentava. “As linhas de créditos no ano passado foram satisfatórias e os bancos ofereceram bastantes recursos com juros compensadores. Além do mais, não é uma atividade instável, ou seja, mantem uma linha de preço, o que atraiu os produtores”, explica.

Em todo Paraná, o frango de corte apresentou um aumento de 2% em valor e quantidade produzida em relação ao ano anterior. “Apesar do crescimento moderado, é um bom momento para a pecuária, uma vez que tanto os preços quanto a demanda interna e externa motivam o produtor a investir nesse setor”, aponta o economista Marcelo Silva Gomes, no documento de análise fornecido pelo Departamento de Economia Rural (DERAL).

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