Cianorte adota tecnologia "Ovitrampa" para combate mais preciso e inteligente ao Aedes aegypti

 

Publicado em: 10/12/2025 09:56 | Fonte/Agência: Secretaria Municipal de Comunicação Social

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A Secretaria Municipal de Saúde de Cianorte está implementando um novo e avançado método de vigilância entomológica para combater o mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya. A cidade agora passa a utilizar amplamente as armadilhas ovitrampas, uma tecnologia de baixo custo e alta sensibilidade que promete gerar dados mais robustos para direcionar as ações de controle vetorial.

A medida está em conformidade com as novas recomendações técnicas para o aprimoramento da vigilância e visa identificar precocemente a introdução e monitorar a densidade populacional do mosquito, mesmo em períodos de baixa infestação.

As ovitrampas são dispositivos simples, compostos por um recipiente preto com água e um atrativo (como levedo de cerveja) e uma palheta de madeira no interior. Elas funcionam atraindo as fêmeas do Aedes aegypti para a oviposição (postura de ovos). Ao recolher e analisar a palheta em laboratório, é possível contar a quantidade de ovos, determinando indicadores cruciais como o Índice de Positividade das Ovitrampas (IPO) e o Índice de Densidade de Ovos (IDO).

Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) da cidade foram capacitados para a correta instalação e manutenção das armadilhas, que serão distribuídas estrategicamente por todo o território municipal, seguindo critérios técnicos de georreferenciamento. A expectativa é que o uso contínuo das ovitrampas fortaleça as ações preventivas e prepare a cidade para os períodos de maior circulação do vetor.

O Supervisor do Combate às Endemias, Paulo Henrique Zago, ressaltou que a nova metodologia transforma a maneira como a cidade enfrenta o mosquito. “A implementação das ovitrampas é um passo estratégico fundamental para a Saúde Pública de Cianorte. Não estamos apenas monitorando; estamos utilizando a ciência e a tecnologia para tornar nosso combate mais inteligente e cirúrgico. Os dados gerados nos permitem saber exatamente onde o mosquito está ativo, direcionando o controle mecânico, a aplicação de larvicidas e as vistorias em um raio preciso ao redor das armadilhas positivas. No entanto, é crucial reforçar que essa ferramenta depende da colaboração da população. Pedimos que os moradores que receberem as ovitrampas em suas casas não as removam, garantam sua guarda e permitam o acesso dos agentes para a vistoria periódica. O sucesso do nosso monitoramento é responsabilidade de todos”, disse.

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