Casos de dengue aumentam em todo o Paraná

 

Publicado em: 29/04/2014 00:00

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Em Cianorte, 147 manifestações da doença preocupam as autoridades

A Secretaria Estadual da Saúde divulgou, nesta terça-feira (29), mais um boletim informativo sobre a situação da dengue no Paraná. Os dados apontam que, mesmo com o fim do verão e a queda nas temperaturas, o número de casos da doença segue aumentando, principalmente nas regiões noroeste, norte e oeste do Estado, localidades onde 14 municípios já enfrentam situação de epidemia, sendo eles Maringá, Marilena, Nova Londrina, Indianópolis, Cidade Gaúcha, Itaúna do Sul, Guaíra, Tamboara, Missal, Nossa Senhora das Graças, Alvorada do Sul, Guaporema, Loanda e Sarandi.

O boletim, ainda, confirma mais duas mortes por dengue registradas nos municípios de Flórida e Rolândia. O caso de Flórida trata-se de uma mulher de 46 anos, com diabetes e hipertensão, que morreu em janeiro. Já o morador de Rolândia, tinha 58 anos, também portador de diabetes e hipertensão, e morreu em abril. Além desses, a Secretaria Estadual da Saúde investiga outros dois óbitos em Maringá e mais um em Rolândia.

Em Cianorte, a Divisão de Prevenção em Saúde contabiliza 147 casos confirmados da doença, sendo 144 autóctones e apenas três importados. A localidade com o maior número de infectados é a Zona 07, com 58 casos, seguida pelo centro, com 22. Aproximadamente 120 notificações aguardam os resultados de exames e a cidade não apresenta óbitos pela doença, no entanto os números são preocupantes.

“Falta pouco para que Cianorte integre o grupo dos municípios com epidemia. Estamos empenhando todos nossos recursos, humanos e de infraestrutura, no combate ao mosquito transmissor, no entanto o engajamento da população é essencial para que ocorra a erradicação do Aedes Aegypti e, consequentemente, da doença, uma vez que a maioria dos focos encontra-se nas residências. Se a comunidade não fizer a sua parte, não venceremos a dengue”, alertou a chefe da Divisão de Prevenção em Saúde, Heloisa Dantas.

“É lamentável o que está acontecendo em nossa cidade. Muitos moradores esperam a visita dos agentes para que eles destruam os locais com acúmulo de água e focos do mosquito. Considerando o curto desenvolvimento do Aedes Aegypti, isso é inadmissível. As pessoas precisam descruzar os braços e agir. Na tentativa de intensificar as ações em residências, encaminhamos, recentemente, à Secretaria Estadual da Saúde um ofício solicitando os veículos de aplicação do veneno Ultra Baixo Volume (UBV), no entanto, ainda não obtivemos resposta”, destacou a supervisora do Programa de Combate à Dengue, Vera Lucia Fusisawa.