Em Cianorte, coleta periódica protege a saúde humana e do meio ambiente
Além das condições de uso e de armazenamento, outra preocupação latente quando se trata de defensivos agrícolas é o que fazer com as embalagens vazias. Com o Decreto Nº 4.074/2002 que institui a responsabilidade compartilhada, o dever da destinação final e adequada dos recipientes de agrotóxicos passou a ser de todos os envolvidos no processo: agricultores, canais de distribuição e indústria. Cada elo da cadeia tem uma função.
Os produtores rurais são orientados logo no momento da compra a fazerem a tríplice lavagem dos recipientes e acondicioná-los em locais fechados. O prazo para devolver o frasco vazio é de um ano após a aquisição do produto e o local de entrega é especificado na nota fiscal emitida pelo fornecedor. Trata-se da logística reversa, pela qual os materiais devem ser devolvidos pelos consumidores aos revendedores que fazem a entrega dos produtos usados aos fornecedores que, por sua vez, devem providenciar seu fim.
Em Cianorte, a Celeiro, comércio de produtos agrícolas e agropecuários, por meio da Adita – Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária, realiza periodicamente o recolhimento das embalagens vazias de agrotóxicos, promovendo a integração entre as atividades agrícolas e a preservação da saúde humana e do meio ambiente. Nesta quinta-feira (29), a empresa, com o apoio do Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMMA), Secretaria Municipal de Agricultura, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Rotary Club Furquim de Castro, efetuou a coleta dos recipientes de defensivos agrícolas revendidos e utilizados no município.
“Os produtores rurais sempre são informados com antecedência sobre o dia para a entrega das embalagens, que conta com a participação de um representante da Adita. Posteriormente, os recipientes, inclusive as caixas de papelão, são separados em uma central de recebimento. As embalagens que passaram pela tríplice lavagem vão para a reciclagem e se transformam em tubos de plástico utilizados para instalações elétricas, conduítes, suportes para cercas, entre outros. Já as contaminadas são incineradas”, explicou o proprietário da Celeiro, João Carlos Testa.
“Esta é uma questão de extrema importância. Antes da primeira lei brasileira sobre os agrotóxicos, a Lei Nº 7.802 de 1989, não havia nenhuma preocupação com a destinação final das embalagens que acabavam por contaminar lagos, rios, solo, animais e o homem. Com os avanços da legislação, ciência e comunicação, hoje este é um assunto muito esclarecido e o Brasil é recordista mundial no recolhimento e reciclagem destes materiais”, destacou o secretário municipal de Agricultura, Waldiley Domingos.
“O agricultor de nossa região é consciente desses perigos e segue as regras com boa vontade. Parabenizamos a todos os envolvidos neste processo, que garante o respeito pela saúde e meio ambiente, bem como agrega valor à agricultura sustentável”, enfatizou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Alex Gavioli.