Infestação do mosquito da dengue segue controlado em Cianorte

 

Publicado em: 24/10/2014 00:00

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O resultado 4º Levantamento de Índice Rápido Aedes Aegypti mostra um índice de 0,6%. Esta é a segunda queda seguida do LIRAa do município

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Divisão de Prevenção, divulgou, nesta sexta-feira (24), o resultado o 4º Levantamento de Índice Rápido Aedes Aegypti – LIRAa de 2014. Realizado entre os dias 20 e 24 de outubro, o estudo aponta que o índice de infestação do mosquito transmissor da dengue, em Cianorte, é de 0,6%, número considerado de baixo risco para epidemia, conforme classificação do Ministério da Saúde. Esta é a segunda queda seguida do LIRAa que no 3º levantamento, realizado em julho, era de 1%.

“Os dados do LIRAa estão baseados na visita a 1.514 imóveis, escolhidos por sorteio aleatório, nos quais foram encontrados apenas 10 focos do mosquito. Isto evidencia o trabalho intenso das nossas equipes para eliminar os locais propícios para o desenvolvimento do transmissor”, comemora a supervisora do Programa de Combate à Dengue, Vera Lucia Fusisawa.

Desde o início do ano, Cianorte contabiliza 472 casos confirmados, sendo 468 autóctones e quatro importados. “Por mais intensa que seja a atuação do Governo Municipal no combate à dengue, se a população não fizer a sua parte, fiscalizando seus imóveis e eliminando os possíveis criadouros. Nesse período de calor intenso é preciso redobrar os cuidados com os quintais para a eliminação de materiais que possam acumular a água da chuva”, destacou a supervisora.

Vera pede, ainda, que o morador dê uma atenção especial para o interior das residências. “Nossa equipe de agentes encontra dificuldades no momento de fiscalizar as casas. Muitos moradores não acreditam que, por exemplo, o depósito da água do degelo da geladeira possa ser um foco do mosquito, mas este é um local em que encontramos com frequência água parada, ovos e larvas. Então, pedimos a colaboração de todos e a atenção com todos os detalhes”, disse.

De acordo com o levantamento, a maioria dos focos foram encontrados em recipientes provenientes do lixo como, por exemplo, bebedouros de animais, vasos de plantas, lajes, calhas, toldos, garrafas, latas, sucatas e entulhos de construção e também em depósitos de água móveis e fixos. “Ou seja, locais que a própria população pode eliminar. Tem muita gente que espera a visita dos agentes para que eles destruam os locais propícios e focos. Considerando o curto desenvolvimento do Aedes Aegypti, isso é inadmissível. Os moradores precisam descruzar os braços e agir”, afirmou Vera.

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