Infestação do mosquito da dengue deixa Cianorte em alerta para epidemia

 

Publicado em: 16/01/2015 00:00

Whatsapp

 

O 1º Levantamento de Índice Rápido Aedes Aegypti aponta um índice de 2,8%; além disso, o município tem o segundo caso da doença confirmado

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Divisão de Prevenção, divulgou, nesta sexta-feira (16), o resultado do 1º Levantamento de Índice Rápido Aedes Aegypti (LIRAa). Realizado entre os dias 12 e 15 de janeiro, o estudo aponta um índice de infestação do mosquito transmissor da dengue de 2,8%, número que coloca Cianorte em alerta para o risco de epidemia da doença, conforme classificação do Ministério da Saúde. Outro dado preocupante para o município é a confirmação do segundo caso positivo de dengue na Capital do Vestuário.

Os dados do LIRAa estão baseados na visita a 1.516 imóveis em Cianorte e nos distritos de São Lourenço e Vidigal, escolhidos por sorteio aleatório. Neles foram encontrados 43 focos do mosquito. A região mais crítica foi a dos Jardins Universidade e Atlântico, com sete focos, seguida pela Zona 04 e Conjunto Pedro Moreira com quatro cada.

“Este resultado nos preocupa por já colocar Cianorte em estado de alerta para epidemia de dengue. Ainda mais com dois casos já confirmados da doença no município. A população precisa ficar atenta e nos ajudar nesta luta, eliminando em seus quintais os materiais que possam acumular água”, comentou a supervisora do Programa de Combate à Dengue da Prefeitura, Vera Lucia Fusisawa.

De acordo com o levantamento, 65% dos focos estavam em recipientes provenientes do lixo como, por exemplo, recipientes plásticos, lonas, potes, sacolas, garrafas, latas de tinta, sucatas de máquina de lavar e entulhos de construção. Os demais foram encontrados em tonéis, caixas d’água, lajes, calhas, vasos sanitários, ralos, toldos, caixa de passagem de água, bebedouros, vasos de planta, pratos, garrafas, recipientes para degelo de geladeiras e pneus.

Segundo Vera, estes são locais de reprodução do mosquito que a própria população pode eliminar. “Tem muita gente que espera a visita dos agentes para que eles destruam os materiais. A população precisa criar o hábito de fiscalizar seus próprios imóveis e destinar corretamente o lixo gerado neles. Do contrário as ações da Prefeitura não resolverão o problema”, afirmou.

Imagens