Aves costumam abrigar-se em forros e telhados; Instalação de telas evita transtornos
O convívio harmonioso entre os moradores de Cianorte e o periquitão-maracanã, popularmente conhecido como maritaca, é abalado nesta época do ano. Isto porque, estas aves de pequeno porte, assim como os pardais, costumam instalar seus ninhos nos forros e telhados das casas, incomodando com o barulho, sujeira e ainda, roendo a fiação elétrica. Assim, para promover a convivência pacífica, evitando que as pessoas prejudiquem a reprodução destes animais silvestres, bem como os danos às residências, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) está alertando os cianortenses sobre cuidados com as maritacas.
“Estas aves se reproduzem entre os meses de setembro e março, utilizando os ninhos para a proteção dos filhotes, até que eles adquiram as condições necessárias para deixá-los. Portanto, orientamos os cianortenses que, caso as maritacas já tenham ovos ou crias e não estiverem causando prejuízo à residência, aguardem sua saída por conta própria, uma vez que a retirada antecipada pode ocasionar a morte dos filhotes, o que constitui crime”, explicou a bióloga e chefe da Divisão de Educação Ambiental, Cristiane Roco.
Porém, se as aves forem responsáveis por transtornos, como quedas de energia, cortes de internet e de outros circuitos, Cristiane recomenda que o desalojamento seja realizado por pessoas capacitadas, uma vez que existem riscos, tanto por conta da altura, quanto da rede elétrica, o que demanda o uso de escadas ou outros equipamentos de escalada. Posteriormente, é necessário tapar as entradas do telhado ou do forro com telas metálicas ou de plástico, conhecidas popularmente como passarinheiras, para evitar a reincidência, afinal, todos os anos, as maritacas voltam ao mesmo local para estabelecer seus ninhos.
“Os filhotes precisam afiar seus bicos e, para isso, acabam utilizando as fiações elétricas. Neste caso, é importante reiterar que, independente do prejuízo, as pessoas não podem cometer maus tratos, como jogar os ninhos fora. A legislação ambiental exige que os ovos e filhotes sejam preservados e, para isso, basta acionar a SEMMA que, por sua vez, assume o cuidado das aves até que possam ser reintegradas ao seu habitat natural ou, aquelas que não atingirem as condições necessárias, encaminhadas para um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres”, contou a bióloga.
“Cianorte possui a segunda maior floresta urbana do Brasil e, por isso, quem mora na cidade certamente já teve contato com alguma espécie de animal silvestre. Em casos de dúvidas sobre como proceder ou para solicitar resgate, a população deve entrar em contato com a SEMMA pelo telefone 3631-6463 ou na sede, localizada na Avenida Piauí, 2099. É preservando cada espécie que vamos manter a rica fauna de nosso Cinturão Verde”, finalizou secretário do Meio Ambiente, José Ícaro Monteiro Maranhão.