Eleição definirá a ocupação das 05 vagas para o período de 2016 a 2019; Remuneração é de R$ 2.896,46
Promover e proteger os direitos das crianças e dos adolescentes: estas são as principais funções do Conselho Tutelar, órgão municipal que presta atendimento ao público infanto-juvenil em situação de risco, sendo que os conselheiros tutelares, ou seja, aqueles que têm a missão de zelar pelo cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), são pessoas da comunidade, que concorrem ao cargo em um processo eletivo, que é definido pela própria população da cidade.
Em Cianorte, o pleito para o preenchimento das 05 vagas para atuação durante o período de 2016 a 2019 está com as inscrições abertas e seguem até o dia 24 de julho. Para concorrer ao cargo, é necessário que o cidadão atenda a requisitos básicos estabelecidos pelo ECA: ter reconhecida idoneidade moral, idade superior a 21 anos, experiência com atividades ligadas à criança e ao adolescente, bem como residir no município há pelo menos dois anos. O cadastro de candidatos deve ser realizado na Sala dos Conselhos do Centro Social Urbano (Praça Olímpica, 236).
A eleição, conduzida pelo Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), será realizada de forma concomitante em todo o país, no dia 04 de outubro (domingo), por meio do voto secreto e facultativo da população. Após homologação do resultado, os eleitos passarão pelas devidas capacitações e assumirão os cargos em janeiro de 2016. A escala de trabalho é de 40 horas semanais, englobando plantões. Para isso, o conselheiro tutelar recebe a remuneração de R$ 2.896,46 que será reajustada conforme o índice anual concedido aos servidores municipais.
“Podem se inscrever pessoas com as mais diversas formações e atuações na comunidade. Porém, é preciso ter amor, vocação e coragem. Este é um trabalho que exige uma percepção aguçada, discernimento, empatia e capacidade de tomar decisões rápidas”, destacou a chefe da Divisão dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maria Cristina Bertoli Pires, que já atuou como conselheira tutelar. “É um turbilhão de papéis. Às vezes você tem que agir como pai e mãe, outras como amigo e tantas como fiscal. É realmente uma questão de aptidão”, completou.