Dados obtidos a partir de avaliação nutricional nos CMEIs revelam que, em relação ao ano passado, este índice subiu mais de 3% entre crianças de até cinco anos
Classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos problemas mais graves de saúde pública do século XXI, a obesidade infantil tem preocupado na Capital do Vestuário. Baseada no relatório de avaliação nutricional elaborado todos os anos pela Divisão de Alimentação Escolar, a Prefeitura identificou que o número de crianças da Educação Infantil que apresenta obesidade e sobrepeso aumentou no último ano.
Comparada com a de 2015, a pesquisa de 2016 apontou que a porcentagem de sobrepeso subiu 1,09%, saindo de 27,5%, no ano passado, para 28,59% neste ano. Já a parcela de obesidade, passou de 13,7%, para 16,92%, aumentando 3,22%. Os dados foram obtidos por meio da avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC) realizada entre os dias 3 de agosto e 12 de setembro com as 1.200 crianças, de seis meses a cinco anos, matriculadas nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).
“Esses dados são reflexos claros de uma alimentação pobre em nutrientes e desequilibrada em casa”, aponta a nutricionista da Divisão de Alimentação Escolar, Elimary Francelino de Lima. Segundo ela, o número preocupa, porque a quantidade de crianças que atingiram o peso ideal diminuiu em relação à última amostra. “Esse acúmulo de gordura corpórea acima do normal apresentado nesta última avaliação é considerado fator de risco para o desenvolvimento de uma série de doenças”, alerta.
Para reverter este quadro, as profissionais da Divisão elaboraram algumas estratégias. “Intensificaremos atividades como palestras com os pais a respeito da alimentação saudável; orientações aos profissionais da merenda escolar quanto ao preparo de refeições mais nutritivas com menor quantidade de sal e açúcar e os trabalhos educativos com os alunos para reforçar o projeto pedagógico já desenvolvido em sala de aula sobre hábitos saudáveis”, destaca Elimary.